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Sobre o Afrosin

Afrosin (Afroperspectivas, Saberes e Intersções) é um grupo de pesquisas acadêmicas que defende o pluralismo racial, a afirmação das diferenças, o combate ao racismo através de múltiplas formas e em várias esferas, buscando contribuir para que os fenótipos de todas as populações que compõem a sociedade brasileira estejam no mesmo patamar intelectual, ético-moral, estético e afetivo.

 

Conheça nossas Linhas de Pesquisas

As linhas de pesquisas do grupo Afrosin se destacam em 5 áreas temáticas: Diversidade Étnicorracial, Mercado e Empreendedorismo; Educação para Promoção da Diversidade Étnicorracial; Estudos Culturais e Literaturas na Diáspora Negra; História da África e História de Negras e Negros no Brasil; Filosofia, Cultura, Política e Relações Étnicorraciais.

África na História

A Saga do rei Abubakari II: africanos na América antes de Colombo

Os povos africanos migraram para civilizar o planeta antes que os habitantes da Europa estivessem em estágios de desenvolvimento científico. Da África, as populações humanas aprenderam a dar os primeiros passos civilizatórios e científicos. Contudo, com o regime de escravidão os africanos e seus descendentes na América foram privados de importantes conhecimentos ancestrais, ao passo que conhecimentos pedagogias racistas baseadas na ausência da ancestralidade, na negação do nosso passado em África e no aprendizado forçado da história e ideologias européias, foram impostos como únicas e verdadeiras.

O que é Afrocentricidade

Afrocentricidade é um paradigma baseado na idéia de que os povos africanos devem reafirmar o sentido de agência para atingir a sanidade. Durante os anos de 1960 um grupo de intelectuais afro-americanos inseriram os Estudos Negros nos departamentos das universidades, começando a formular maneiras originais de análise do conhecimento1 No fim dos anos de 1970 Molefi Kete Asante começou a falar sobre a necessidade de uma orientação Afrocêntrica da informação. Em 1980 ele publicou o livro, Afrocentricidade: a teoria da mudança social, o qual promoveu pela primeira vez um debate detalhado do conceito.

Livros recomendados

Os Condenados da Terra

Publicado em 1961, quando a guerra da Argélia desencadeava a violência colonial, Serviu e ainda serve hoje de inspiração e referência para gerações de militanttes anticolonialistas. Sua análise do traumatismo do colonizado no seio do sistema utópico de um terceiro mundo revolucionário, habitado por um "homem novo", continua sendo um grande clássico do terceiromundismo, obra capital e testamento político de Frantz Fanon.

Tornar-se Negro

Este livro procura romper a precariedade de estudos sobre a vida emocional dos negros. Diante da flácida omissão com que a teoria psicanalítica tem tratado esse assunto, a autora apresenta reflexões profundas e inquietantes sobre o custo emocional da sujeição, da negação da própria cultura e do próprio corpo. O negro que se empenha na conquista da ascensão social paga o preço do massacre de sua identidade, tomando o branco como modelo de identificação.

Racismo e Sociedade

Racismo & Sociedade é simplesmente brilhante , audaz e imperdível. Desfaz e desconstrói, desde a introdução, as banalidades que, durante longo tempo, têm sido entronizadas como verdades absolutas.A melhor ecomendação do livro Racismo & Sociedade é a biografia do seu autor. Carlos Moore é um dos remanescentes da geração de intelectuais que construiu o movimento panafricanista da segunda metade do século XX.

Vídeo do Mês

As nossas vidas, as nossas culturas, são comostas por muitas histórias sobrepostas. A romancista Chimamanda Adichie conta a história de como descobriu a sua voz cultural - e adverte que se ouvirmos apenas uma história sobre outra pessoa ou país, arriscamos um desentendimento crítico.